Os fundos de cripto somaram US$ 1,1 bilhão em entradas líquidas na semana mais recente, o maior volume semanal desde janeiro de 2025, de acordo com a CoinShares. A maior parcela desse capital foi direcionada a produtos ligados ao Bitcoin, em meio ao recuo da inflação nos Estados Unidos e à distensão geopolítica, fatores que reduziram a aversão global ao risco.

Segundo os dados citados pela reportagem, esse movimento ocorre após um período de cautela institucional. Entre o pico de outubro de 2024 e o início de 2025, os fundos acumularam mais de US$ 2,8 bilhões em resgates ao longo de cinco semanas. A entrada recente não elimina esse saldo anterior, mas indica uma mudança relevante de direção no curto prazo.

O que os números mostram

  • Os produtos lastreados em Bitcoin lideraram as entradas semanais.
  • O iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, reúne mais de US$ 73,6 bilhões sob gestão.
  • Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos somam cerca de US$ 128 bilhões em ativos sob gestão.
  • Em 2025, esses ETFs captaram US$ 14,5 bilhões.
  • Segundo Matt Hougan, CIO da Bitwise, em dias de forte entrada os ETFs chegam a comprar cerca de 10.000 BTC, enquanto a rede minerou 450 BTC no mesmo período.
  • Fundos soberanos de Abu Dhabi já reportaram à SEC exposição superior a US$ 1 bilhão em IBIT ao fim de 2024.

Para a leitura apresentada na origem, o fluxo sugere uma retomada coordenada do apetite institucional por exposição regulada a cripto, e não um episódio isolado de euforia. Ainda assim, a própria comparação com o tamanho total do mercado mostra que a entrada semanal representa menos de 1% dos US$ 128 bilhões já acumulados pelos ETFs spot de Bitcoin nos EUA.

Para o investidor brasileiro, o movimento reforça a importância de acompanhar o fluxo nos produtos regulados do exterior, já que ele pode influenciar o preço do BTC em reais e o comportamento de corretoras e fundos locais.