O Bitcoin (BTC) registrou volatilidade histórica de 30 dias de 39%, igual à da Nvidia, segundo um gráfico compartilhado por Michael Saylor, presidente executivo da Strategy. A métrica acompanha as oscilações de preço no último mês, com dados compilados até o fechamento do mercado em 2 de outubro.
Entre as empresas do grupo Magnificent Seven, o BTC ficou atrás apenas da Meta, com 47%, e da Tesla, com 43%. Amazon, Alphabet, Microsoft e Apple apresentaram índices entre 21% e 24%. Já a ação ordinária da Strategy (MSTR) atingiu 94%, enquanto a ação preferencial perpétua STRC marcou 9%.
Para o leitor no Brasil, o gráfico mostra uma fotografia de 30 dias, não uma garantia de estabilidade futura para o Bitcoin ou para ações ligadas à Strategy.
A STRC chegou a cair para cerca de US$ 75 (aprox. R$ 412,50) no fim de junho, ante o valor nominal de US$ 100 (aprox. **R$ 550), antes de a Strategy intervir. Desde o fim de julho, a empresa recompra os papéis e formou uma reserva de aproximadamente US$ 5 bilhões (aprox. R$ 27,5 bilhões), ajudando a cotação a se aproximar novamente do valor nominal. A ação paga dividendo anual de 12%, reajustado mensalmente.
Segundo Phong Le, CEO da Strategy, parte dos investidores havia tomado empréstimos a cerca de 6% ao ano para capturar a diferença entre o custo do crédito e o rendimento da STRC. A queda do Bitcoin provocou chamadas de margem, que forçaram vendas e ampliaram a desvalorização do papel. A empresa também sugeriu dividendos diários para os detentores da STRC e mantém 847.666 BTC, adquiridos a um custo médio de US$ 75.437 (aprox. R$ 414.903 por BTC).



