A Grayscale mudou o acordo de trust do seu Mini ETF de Ethereum em 6 de agosto para permitir que uma parcela maior do patrimônio entre em staking (bloqueio de moedas para ajudar a validar a rede e receber rendimento). Hoje, cerca de 161 mil ETH ainda estão fora dessa estratégia dentro do fundo, avaliado em US$ 1,6 bilhão (aprox. R$ 9,3 bi).
O que mudou: o novo texto determina que o trust faça staking com todo o Ether mantido, salvo exceções operacionais como taxas, resgates e emergências na rede. As recompensas serão convertidas em dinheiro e a Grayscale planeja repasses mensais aos investidores.
Por que importa: a mudança foi protocolada na SEC quatro dias antes do prazo de 10 de agosto ligado às regras do IRS. Essas normas, publicadas em novembro do ano passado, permitem staking em fundos de cripto sem tributação no nível do fundo, desde que as recompensas sejam distribuídas aos investidores ao menos uma vez por trimestre.
A Grayscale já vinha usando esse modelo. Em 6 de agosto, 80,8% dos 839.556 ETH do fundo estavam em staking. Segundo a gestora, a estratégia já gerou US$ 27,3 milhões (aprox. R$ 158,3 mi) em recompensas líquidas, com rendimento líquido anual de 2,61% depois das taxas.
Em números: o Morgan Stanley lançou fundos de Ethereum e Solana com taxa de 0,14%, abaixo dos 0,15% cobrados pela Grayscale. O ETH era negociado perto de US$ 1.915 (aprox. R$ 11,1 mil), com alta de 0,4% em 24 horas.
Para o investidor brasileiro, o movimento mostra como emissores disputam retorno extra dentro de produtos regulados, algo que pode influenciar a comparação entre exposição ao preço do e renda adicional via staking.




