A Harmony avalia reverter sua blockchain após alegações de que um invasor explorou a rede para cunhar quase 4 bilhões de ONE. Segundo as informações divulgadas, esse volume representa cerca de 26% da oferta total do token.

O que aconteceu: na terça-feira, a equipe da Harmony informou que está trabalhando com corretoras para interromper movimentações e congelar os fundos suspeitos. A rede de camada 1 também disse que prepara uma correção e analisa opções de reversão da blockchain.

A empresa não confirmou a causa do problema, nem o número exato de tokens criados ou o montante que teria sido enviado às exchanges. Ainda assim, a suspeita é de que tokens não autorizados tenham sido negociados nessas plataformas.

Por que importa: quando uma rede considera reverter sua blockchain, a discussão vai além da falha técnica. Esse tipo de medida pode desfazer transações recentes para tentar conter danos causados por uma invasão ou emissão indevida de ativos.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra um risco relevante em cripto: mesmo projetos de infraestrutura podem enfrentar falhas graves, com impacto direto sobre negociação, custódia (guarda dos ativos) e liquidez em corretoras.