A inflação dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho e saiu abaixo do esperado pelo mercado. A leitura mais fraca trouxe alívio imediato ao Bitcoin, que tinha recuado após falas de Chris Waller, do Fed.

O que aconteceu:

  • A inflação anual passou de 4,2% para 3,5%, contra expectativa de 3,8%.
  • Itens de energia, incluindo combustíveis, puxaram a queda.
  • Alimentos subiram 0,2%, com impacto limitado no índice geral.

Depois da divulgação, as apostas sobre alta de 0,25% nos juros em julho caíram de 35% para 6,5%, segundo a Polymarket. Para setembro, o mercado voltou a ver como mais provável a manutenção dos juros.

O Bitcoin havia caído abaixo de US$ 62.000 (aprox. R$ 338 mil) e voltou para acima de US$ 64.000 (aprox. R$ 350 mil) após os dados. O ouro também reagiu, saindo de abaixo de US$ 4.000 (aprox. R$ 22 mil) para cerca de US$ 4.100 (aprox. R$ 22,4 mil).

Para o investidor no Brasil, isso importa porque juros nos EUA e inflação global mexem com o apetite por risco e com o preço do BTC em reais nas corretoras locais.

Mesmo com o alívio, o mercado ainda olha para o petróleo. EUA e Irã voltaram a se atacar, e o barril de petróleo bruto leve retomou a alta, acima de US$ 80 (aprox. R$ 437), o que pode pressionar a inflação adiante.