O Bitcoin (BTC) recuou cerca de 2% nas últimas 24 horas e era negociado perto de US$ 62.717 (aprox. R$ 344,9 mil), mas um grupo que costuma agir com mais calma fez o caminho oposto. Nos dias 11 e 12 de julho, os detentores de longo prazo passaram de vendedores a compradores e acumularam um saldo líquido de 5.912 BTC.

O que aconteceu: dados da Glassnode mostram a primeira reversão de venda para compra desde o fim de fevereiro. Esse indicador acompanha carteiras que mantêm moedas por cerca de 155 dias ou mais. Quando o número fica positivo, significa que esse grupo está acumulando mais do que distribuindo no mercado.

Por que importa: esse tipo de carteira costuma reagir menos ao ruído de curto prazo. Quando esses investidores voltam a comprar, parte da oferta sai de circulação, o que reduz a liquidez disponível e pode ajudar o preço a ganhar força depois. Foi isso que aconteceu no fim de fevereiro, quando o BTC estava em torno de US$ 65.896 (aprox. R$ 362,4 mil) e depois avançou até perto de US$ 82.186 (aprox. R$ 452 mil) em 10 de maio.

Outro sinal na mesma direção veio dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA. Na semana encerrada em 10 de julho, os fundos receberam cerca de US$ 197 milhões (aprox. R$ 1,08 bi), na primeira semana positiva depois de oito semanas seguidas de saídas. Como esses ETFs compram Bitcoin no mercado à vista, o fluxo indica demanda real pelo ativo.

Para o leitor brasileiro, o recado é simples: sinais on-chain (dados registrados na própria blockchain) e entradas em ETFs podem mexer com o preço global do BTC, refletindo também nas cotações vistas em corretoras no Brasil.

Ainda assim, o quadro pede cautela. Até agora, foram apenas dois dias de compras líquidas por parte dos detentores de longo prazo. Se esse movimento não continuar, o sinal perde força e a pressão vendedora pode voltar.