O Itaú anunciou nesta terça-feira, 11, uma parceria com a OpenAssets para avançar em iniciativas de tokenização no mercado de capitais. O trabalho será feito dentro do projeto piloto liderado pela ANBIMA, com foco em transformar testes iniciais em execução prática.

O que aconteceu: a colaboração reúne a infraestrutura de tokenização da OpenAssets com a experiência do Itaú no mercado financeiro. Segundo o banco, a proposta é acelerar casos de uso de ativos digitais em uma frente estruturada dentro da iniciativa da Associação Brasileira do Mercado Financeiro e de Capitais.

Por que importa: o piloto da ANBIMA foi criado para testar e padronizar todo o ciclo de vida de instrumentos do mercado de capitais em redes de DLT (tecnologia de registro distribuído, usada para registrar e validar transações em rede). Isso inclui etapas como emissão, negociação e liquidação.

Na prática, a iniciativa envolve ativos como debêntures e fundos de investimento. A ideia é avaliar como esses instrumentos podem funcionar em infraestrutura tokenizada, com regras mais padronizadas para o setor.

Para o mercado brasileiro, o movimento sinaliza que grandes instituições financeiras já estão testando como levar a tokenização para operações reais, e não apenas para provas de conceito.