A Justiça do Paraná analisou duas ações coletivas contra a OnilX e chegou a decisões diferentes sobre a penhora de bens do sócio Fábio Lino. Nos dois processos, 20 investidores dizem ter perdido mais de R$ 1 milhão com a suspensão dos saques.
Em uma das ações, dez clientes afirmam ter aportado R$ 853 mil na plataforma e relatam que os valores não foram liberados depois dos pedidos de saque. O juiz aceitou o bloqueio de bens das empresas ligadas à OnilX, mas não autorizou, neste processo, a restrição ao CPF de Fábio Lino.
Na outra ação, também com dez investidores, a Justiça determinou bloqueio urgente de saldo em conta, veículos e imóveis de três empresas associadas ao negócio. Nesse caso, os bens de Fábio Lino também foram alcançados pela decisão.
Os investidores citaram telas do sistema da OnilX com produtos chamados “Onil Security 60”, “Onil Security 120” e “Onil Security 180”, que prometiam liquidez em 60, 120 e 180 dias e retorno mensal anunciado de 189%, 227% e 265% do CDI, respectivamente. As faixas de aporte informadas eram Bronze (2% ao mês), Prata (2,4%) e Ouro (2,8%).
Para você no Brasil, o caso mostra o peso de operações com criptoativos que travam saques e acabam virando disputa judicial, além do risco regulatório quando há stop order da CVM.
A OnilX também acumula 182 reclamações no Reclame Aqui e aparece com nota 3 de 10, classificada como “Não Recomendada”.




