Justin Sun, fundador da TRON, diz que Forbes e Bloomberg subestimam seu patrimônio ao descontar de 70% a 80% de seus ativos em cripto. Ele afirma que essa é justamente a parcela que mais importa na sua estratégia.

A Forbes estima sua fortuna em US$ 8,5 bilhões (aprox. R$ 49 bi), o que o coloca na 444ª posição global. A lógica das rastreadoras de patrimônio é simples: concentração alta e volatilidade elevada fazem com que boa parte desses ativos seja tratada como incerta.

Para o leitor no Brasil, isso reforça um ponto prático: cripto entra na conta de patrimônio como um ativo volátil, e a forma como ele é precificado pode mudar muito o valor percebido por bancos, corretoras e até em discussões de imposto de renda.

Sun disse na X que essa metodologia não muda sua visão sobre o portfólio. Segundo ele, consultores já sugeriram migrar para imóveis, ações ou caixa, mas ele prefere manter a maior parte da riqueza em cripto porque vê esses ativos como os melhores que possui.

A discussão voltou à tona após o processo relacionado à World Liberty e depois de questionamentos sobre suas operações, incluindo restrições à HTX da Binance em agosto e um acordo com a FCA, autoridade financeira do Reino Unido. Sun também citou Tesla em 2012, o início do Bitcoin, a Nvidia em 2016 e chips de armazenamento em 2024 para defender a tese de que manter ativos vencedores pode compensar no longo prazo.