Brent Kovar foi condenado nos EUA por liderar um esquema de pirâmide financeira que prometia ganhos anuais de 15% a 30%. Segundo o Departamento de Justiça americano, ele pode pegar até 280 anos de prisão.
As investigações apontam que o golpe funcionou por quase quatro anos, do fim de 2017 a julho de 2021, e enganou mais de 400 pessoas. Cerca de US$ 24 milhões (aprox. R$ 139 milhões) teriam sido usados, entre outras coisas, para comprar uma casa e bancar presentes para funcionários.
Kovar dizia que a empresa dele, a Profit Connect, usava software de inteligência artificial em um supercomputador para minerar criptomoedas e verificar transações. Também prometia devolução de 100% do dinheiro e afirmava, de forma falsa, que os aportes eram segurados pela FDIC, órgão que funciona de modo parecido com o FGC no Brasil.
Para o leitor no Brasil, o caso reforça o risco de promessas de retorno fixo alto em cripto e de alegações de “garantia” sem lastro. Se houver captação local, a atenção regulatória de CVM e BCB entra no radar.
Após julgamento de nove dias, ele foi considerado culpado por 11 acusações de fraude eletrônica, 2 de fraude postal e 2 de lavagem de dinheiro. A sentença foi marcada para 30 de novembro de 2026.




