A Lisk deve encerrar sua blockchain em outubro, depois de uma trajetória que começou em 2016 com forte apoio de financiamento coletivo e um pico de valor de mercado próximo de US$ 4 bilhões (aprox. R$ 20,8 bilhões). A proposta em discussão também prevê a queima de 100 milhões de LSK e o fim da DAO responsável pela governança do projeto.
O movimento marca mais uma mudança de rota. Em dezembro de 2023, a equipe já tinha abandonado a Layer-1 original e reconstruído a Lisk como uma Layer-2 do Ethereum, mas essa versão terá vida curta. O token chegou a US$ 34,92 em janeiro de 2018 e, na cotação de US$ 0,09 no momento da reportagem, acumulava queda superior a 99%.
Para o leitor no Brasil, o ponto central é a transição do ativo e da rede: quem mantém LSK em exchanges ou no Ethereum não precisa agir agora, mas quem usa a Lisk Chain terá de migrar antes de 31 de outubro.
Quem participa de staking ou mantém tokens na Lisk Chain precisará transferir os ativos para o Ethereum. O processo de bridge leva pelo menos sete dias, e a retirada do staking acrescenta mais três dias após a aprovação do voto. O contrato e o ticker seguem inalterados.
No novo desenho, a Base e o Ethereum devem concentrar a atividade do LSK, que passará a funcionar como um ativo de fidelidade para empresas. Desenvolvedores também terão um caminho de migração para a Celo, com apoio da equipe Celo Core Co. A Binance já havia sinalizado risco de remoção do LSK em julho ao incluir o ativo na Monitoring Tag.




