A Méliuz (B3: CASH3) aprovou um novo programa de recompra de ações próprias, com autorização para adquirir até 8 milhões de ações ordinárias em até 18 meses. Segundo a companhia, a decisão busca otimizar a alocação de capital e gerar mais valor aos acionistas.

O que aconteceu: a empresa informou que esse volume equivale a 10% das ações em livre circulação na B3. Com menos papéis no mercado, a participação proporcional de cada acionista cresce, incluindo a exposição indireta ao Bitcoin mantido em tesouraria pela companhia. A Méliuz também cancelou frações ligadas ao programa anterior, divulgado em outubro de 2025.

Em números: os dados do segundo trimestre mostram mais de 600 BTC sob custódia da empresa, com preço médio de compra na faixa de US$ 103 mil (aprox. R$ 597 mil) por unidade. A companhia disse ainda ter caixa de R$ 258 milhões, somando moeda fiduciária e Bitcoin, e afirmou que não possui endividamento.

A estratégia inclui ainda o uso de derivativos ligados ao preço do Bitcoin, com operações em opções de compra e de venda. A empresa afirma que pretende atuar de forma conservadora, sem alavancagem, com critérios de gestão de risco e limites de exposição. BTG Pactual e a corretora do Itaú devem intermediar essas transações.

Para o investidor brasileiro, o movimento combina recompra de ações na B3 com maior peso do Bitcoin dentro da tese de investimento da empresa, sem exigir compra direta da criptomoeda.

Em entrevista ao Livecoins, o diretor de relações com investidores Marcio Loures Penna afirmou que a companhia registrou alta de 18% na receita e de 38% no EBITDA na comparação anual, além de recordes operacionais e financeiros no trimestre. Segundo ele, a empresa avalia que o mercado ainda não refletiu corretamente os resultados entregues nem o potencial de geração de valor da companhia.