A Méliuz vai retirar a compra e venda de Bitcoin do aplicativo. Clientes que ainda mantêm saldo na ferramenta terão até 30 de outubro para liquidar suas posições, ou seja, vender o Bitcoin e zerar o saldo no app.

A empresa atribuiu a decisão às exigências do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais. As regras exigem autorização, controles de segurança, governança e medidas de prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a Méliuz, seria possível cumprir as normas, mas o retorno do produto não justificaria o esforço neste momento.

Para o cliente no Brasil, o prazo de 30 de outubro é o limite para encerrar a posição de Bitcoin mantida dentro do aplicativo.

A mudança não altera a reserva financeira própria da companhia. Em maio de 2025, os acionistas aprovaram a transformação da Méliuz na primeira empresa listada no Brasil a ter o Bitcoin como principal ativo de tesouraria. A empresa também afirmou que continuará acompanhando o BTC Yield, métrica que mede a quantidade de Bitcoin por ação ao longo do tempo.

Em outros movimentos recentes, a Méliuz aprovou uma redução de capital de R$ 160 milhões para formar uma reserva de capital, sem cancelar ações nem distribuir dinheiro aos acionistas. A companhia também anunciou um programa de recompra de até 10% das ações em circulação e ampliou operações com derivativos de Bitcoin, contratos cujo valor depende da cotação do ativo, sem uso de alavancagem.