A Méliuz (CASH3) encerrou a compra e a venda de bitcoin (BTC) em seu aplicativo diante das novas exigências do Banco Central para empresas que oferecem serviços com criptoativos ao público. A funcionalidade era complementar no ecossistema da companhia e atendia a uma parcela reduzida dos clientes.
Desde 1º de outubro, novos aportes e negociações deixaram de estar disponíveis. Quem ainda tem saldo em BTC poderá liquidar a posição até 30 de outubro. Depois desse prazo, os ativos remanescentes serão vendidos automaticamente a preço de mercado, e o valor será creditado na conta digital do usuário.
A decisão não altera a estratégia de manter bitcoin como ativo de tesouraria, ou seja, como parte dos recursos mantidos pela própria empresa. O Méliuz afirmou que tem capacidade para buscar as autorizações necessárias, mas avaliou que o custo e o esforço operacional não compensam o tamanho atual da operação e as prioridades estratégicas. A retomada do serviço não foi descartada.
Para o usuário brasileiro, a mudança significa verificar o saldo no aplicativo e liquidar a posição até o prazo informado; depois disso, a venda ocorrerá automaticamente.
A decisão ocorre após a criação do novo regime regulatório do BC para ativos virtuais. A Resolução BCB 520 impede instituições financeiras, instituições de pagamento e outras empresas supervisionadas de manter relacionamento operacional com prestadoras de serviços de ativos virtuais que não estejam autorizadas ou em processo formal de autorização, o que pode levar operações menores a serem encerradas quando a adaptação deixar de compensar.


