A memecoin LAPTOP, associada a Hunter Biden, atingiu o pico dois minutos após o lançamento e passou a ser negociada 99% abaixo desse valor. A cotação máxima registrada pela Arkham foi de US$ 199,51 (aprox. R$ 1.097); horas depois, o token valia US$ 2,27 (aprox. R$ 12,50).

A negociação ocorre na Base, rede criada pela Coinbase. Logo após a estreia, a pool de liquidez — reserva de ativos usada para viabilizar as compras e vendas — tinha cerca de US$ 48 mil (aprox. R$ 264 mil), enquanto o fornecimento total era avaliado em US$ 144 bilhões (aprox. R$ 792 bilhões). Com pouca liquidez, compras relativamente pequenas elevaram o preço e vendas pontuais derrubaram a cotação.

Segundo a Lookonchain, um investidor retirou US$ 250 mil (aprox. R$ 1,4 milhão) da Binance antes do lançamento e gastou US$ 200 mil (aprox. R$ 1,1 milhão) em 919 tokens, pagando em média US$ 218 (aprox. R$ 1.199) por unidade. A posição passou a valer menos de US$ 2 mil (aprox. R$ 11 mil). No sentido oposto, uma carteira identificada como 0xa5019 gastou 100 ETH, equivalentes a US$ 249,8 mil (aprox. R$ 1,4 milhão), em 9.124 LAPTOP e vendeu 8.480 por 472 ETH, ou US$ 1,18 milhão (aprox. R$ 6,5 milhões).

Para quem acompanha cripto no Brasil, o caso mostra como uma pool rasa pode ampliar ganhos e perdas em poucos minutos, especialmente em memecoins, tokens especulativos movidos por hype. A concentração também é elevada: as duas maiores carteiras associadas ao projeto detêm 30% do fornecimento cada, aumentando os riscos de volatilidade extrema, pump-and-dump e rug pull.