O Mercado Bitcoin selecionou sete criptomoedas para a edição de outubro de 2026 do relatório Criptos Promissoras: Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL), Chainlink (LINK), Avalanche (AVAX), Ondo Finance (ONDO) e Injective (INJ). A lista combina os dois maiores ativos do mercado com projetos ligados à infraestrutura de tokenização, processo de representar ativos tradicionais, como ações e títulos, em uma blockchain.

O relatório, assinado por Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, e Pedro Fontes, analista de criptoativos da corretora, cita fatores técnicos e eventos previstos para outubro. Entre eles estão o teste da atualização Glamsterdam do Ethereum em 6 de outubro, a chegada do Alpenglow à Solana e os efeitos iniciais da atualização Helicon, da Avalanche.

Para o Bitcoin, o documento destaca a mediana histórica de retorno mensal de outubro, próxima de 14%, origem do apelido “Uptober”, mas ressalva que sazonalidade não garante valorização. Os ETFs à vista nos Estados Unidos receberam cerca de US$ 2,4 bilhões (aprox. R$ 13,7 bilhões) líquidos na semana encerrada na sexta-feira (25), enquanto o BTC rompeu o canal entre US$ 77 mil (aprox. R$ 439 mil) e US$ 82 mil (aprox. R$ 467 mil). A próxima resistência citada é a média móvel de 100 semanas, perto de US$ 89,5 mil (aprox. R$ 510 mil).

No Ethereum, mais de 43,2 milhões de ETH estão em staking (moedas bloqueadas para ajudar a validar a rede), enquanto o saldo mantido em corretoras caiu de 22,9 milhões para 6,06 milhões desde 2020. A manutenção da ETH acima da média móvel de 200 semanas, próxima de US$ 2.500 (aprox. R$ 14,3 mil), poderia abrir espaço para US$ 3.250 (aprox. R$ 18,5 mil), segundo a análise.

Para o leitor no Brasil, a seleção funciona como um mapa das narrativas que movimentam o mercado global, mas não elimina riscos de volatilidade, falhas na execução das atualizações e mudanças regulatórias.