As operações com criptoativos movimentaram R$ 283,1 bilhões no Brasil no primeiro semestre de 2026, o maior volume já registrado no período desde o início da série histórica. Mesmo com o crescimento do mercado e a proximidade da eleição presidencial, apenas Renan Santos (Missão) respondeu às perguntas sobre o futuro da indústria.

O país ficou em primeiro lugar no Global Crypto Adoption Index 2026, da Chainalysis. Pesquisa da Paradigma Education com o Datafolha indica que 17,2% dos brasileiros, quase 29 milhões de pessoas, já investiram em criptomoedas. Segundo a Receita Federal, as stablecoins (ativos digitais projetados para manter valor mais estável) representam cerca de 80% do volume de criptoativos declarado no país.

Para o eleitor brasileiro, o tema envolve as próximas regras do Banco Central, a tributação e as condições para empresas de tecnologia financeira operarem no país.

A reportagem consultou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). As perguntas trataram de regulação, impostos, segurança jurídica, inovação, formação profissional, fintechs, atração de investimentos e competição com plataformas estrangeiras.

O movimento Juntos por Cripto pretende ampliar o contato com as campanhas, especialmente se houver segundo turno. O setor também acompanha a renovação do Congresso: dois terços das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, e os parlamentares eleitos participarão das decisões sobre a regulação e o desenvolvimento do mercado de ativos digitais. Segundo dados do movimento, apenas 3% dos 594 parlamentares atuais já se posicionaram favoravelmente ao mercado cripto.