A MetaMask informou que está investigando um incidente de segurança em parte de sua infraestrutura. Como medida preventiva, a empresa retirou os validadores afetados de suas operações de staking não custodial, atividade em que criptomoedas ficam comprometidas para ajudar a validar transações sem que a empresa mantenha a custódia dos ativos.
A empresa disse não ter encontrado ameaças às carteiras dos usuários. Também alertou para mensagens não solicitadas e reforçou que nunca pede a frase de recuperação secreta nem as chaves privadas. As atualizações devem ser acompanhadas pelos canais oficiais da MetaMask.
Uma análise da Bitquery apontou que o invasor alterou o endereço usado para receber recompensas dos validadores e desviou pagamentos de 18 blocos, totalizando 0,36 ETH, menos de US$ 1 mil (aprox. R$ 5,8 mil). O valor permanecia na carteira usada no ataque em 1º de outubro, sem novas transações.
O incidente levou cerca de 17 mil validadores, ligados a aproximadamente 565 mil ETH e mais de US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,7 bilhões), a iniciar o processo de saída. A Bitquery afirmou que nenhum validador sofreu slashing, uma penalidade que reduz o saldo quando há comportamento considerado irregular. Se mais de 7 mil validadores operados pela MetaMask na Lido tivessem sido penalizados ao mesmo tempo, a perda poderia chegar a cerca de 4.400 ETH.
Para usuários no Brasil, o alerta prático é direto: suporte legítimo não pede sua frase de recuperação ou chave privada, independentemente da carteira utilizada.



