A Metaplanet vendeu 10 mil bitcoins no terceiro trimestre deste ano e recomprou 11 mil depois, segundo documentos publicados pela empresa nesta segunda-feira (5). A operação levou as reservas da companhia a 44 mil BTC e garantiu à japonesa a segunda maior exposição à criptomoeda entre empresas públicas.

A venda ocorreu por um preço médio de 12.470.098 ienes, equivalente a US$ 78.900 (aprox. R$ 426 mil) por bitcoin. Na recompra, o valor médio subiu para 13.626.928 ienes, ou US$ 86.219 (aprox. R$ 466 mil), gerando um custo adicional para a empresa.

A companhia afirmou que a operação serviu para demonstrar a capacidade de transformar suas reservas de Bitcoin em dinheiro, reforçar a confiança em sua capacidade de crédito e ampliar o acesso a financiamentos futuros. A Metaplanet também reduziu a parcela do capital concentrada em BTC para uma faixa entre 85% e 90%. Os 10% a 15% restantes serão direcionados a fusões e aquisições, ativos que gerem renda estável, incluindo títulos ligados ao Bitcoin, e ao negócio de gestão de ativos que a empresa pretende desenvolver.

A nova estratégia busca gerar fluxo de caixa, melhorar a qualidade de crédito e financiar novas compras de Bitcoin. As ações subiram 2% após o anúncio, mas acumulam queda de 25,8% contra o dólar em 2026, desempenho inferior ao da Strategy, que recua 5,5%, e do próprio Bitcoin, em baixa de 2,1% no período.