O debate sobre criptomoedas e ativos digitais está mudando de foco, segundo André Sprone, head da MEXC para a América Latina. Em entrevista, ele afirma que o mercado está deixando para trás a ênfase na especulação sobre ativos específicos e avançando para uma integração mais ampla com os sistemas financeiros globais.

Para Sprone, essa transformação tem peso especial na América Latina, onde investidores historicamente lidam com taxas elevadas, burocracia e acesso limitado a mercados internacionais. Nesse contexto, a MEXC, que informa ter 40 milhões de usuários no mundo, diz querer atuar com um ecossistema integrado para negociação de criptomoedas e de ativos reais tokenizados.

A entrevista também aponta uma mudança regional em direção à integração de mercados e destaca o impacto estrutural de modelos com taxa zero. Segundo a publicação, Sprone avalia que instrumentos tokenizados estão ajudando a desmontar barreiras históricas para a criação de riqueza em escala global.

Para o leitor brasileiro, o tema ganha relevância por tocar em acesso a mercados externos, custos de intermediação e na forma como ativos digitais podem dialogar com o ambiente local de corretoras, regulação e tributação.