Michael Saylor alertou que hackers munidos de inteligência artificial podem explorar softwares mal testados de exchanges, bancos e empresas de custódia, após o roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance na semana passada.

Segundo a BeInCrypto Brasil, o presidente da Strategy fez a avaliação durante o OranjeBTC Summit, em São Paulo. Para ele, o risco não está no Bitcoin, mas em sistemas de comércio digital frágeis e lançados sem proteções adequadas.

“...O verdadeiro perigo é um invasor muito focado, com IA, direcionado a novos softwares não devidamente testados, sem as devidas proteções, que foram lançados apressadamente no mercado”, afirmou Saylor.

Ele recomendou que exchanges, bancos e custodientes usem modelos de IA diariamente para testar e proteger seus próprios sistemas. Saylor também disse que cada nova funcionalidade criada em redes como Ethereum, Solana ou Cardano abre uma nova possibilidade de ataque.

A Binance afirmou que reembolsou a maior parte dos fundos desviados com suas reservas. O ataque teria começado quando um falso recrutador convenceu um engenheiro a baixar uma suposta tarefa para uma vaga de emprego.

Depois, os invasores teriam usado uma ferramenta interna de IA da Binance para acessar contas de outros funcionários. Ainda assim, a ação se baseou principalmente em phishing, segundo a Fortune citada pela BeInCrypto Brasil.

O FBI atribuiu a ofensiva à Coreia do Norte. A TRM Labs vinculou o caso ao grupo TraderTraitor, apontado pelo FBI como responsável pelo ataque de US$ 1,5 bilhão à Bybit em 2025.

Tether e Circle congelaram stablecoins desviadas, tokens atrelados ao dólar. A Binance pretende ampliar o uso de IA na detecção de ameaças e deve realizar uma nova prova de reservas após concluir os reparos em seus sistemas.