Michael Saylor, presidente da Strategy, criticou no sábado, 11 de julho de 2026, a proposta BIP 110, discutida por parte da comunidade do Bitcoin. Para ele, há “110 coisas mais perigosas para o Bitcoin do que spam”, e transformar essa disputa em mudança de consenso abriria um precedente arriscado para a rede.
O que aconteceu: a BIP 110 pretende barrar transações consideradas sem utilidade por meio de regras anti-spam. Saylor disse que esse tipo de mudança pode invalidar transações que hoje são válidas e pagam taxas normalmente, o que, na visão dele, cria um risco maior do que o problema que a proposta tenta resolver.
Por que importa: no Bitcoin, uma mudança de consenso altera as regras aceitas pela rede inteira. Saylor argumenta que usar esse mecanismo para filtrar transações pode afetar a segurança dos detentores de BTC e desviar a atenção de ameaças que ele considera mais relevantes para o protocolo.
Adam Back, criador do Hashcash, também se posicionou contra a divisão da rede. Segundo o debate relatado, desenvolvedores mais experientes rejeitam a proposta por razões técnicas e defendem preservar o modelo original do Bitcoin, sem abrir espaço para controle adicional sobre quais transações podem ou não circular.
No Brasil: o tema também repercutiu entre perfis locais no X. Renato Amoedo (38tão) levantou a possibilidade de duas separações da rede em agosto. Já o apresentador do Bitcoinheiros, BitDov, disse que não existe mercado real nem formadores de preço para eventuais novos ativos e alertou que mover moedas agora pode expor usuários a perda do BTC original se não houver proteção contra replay (quando uma transação pode ser repetida em outra rede derivada).
Para o brasileiro que guarda BTC em carteira própria, a discussão reforça um ponto prático: em cenário de fork, pressa para movimentar saldo pode aumentar o risco operacional.




