João Paulo Mayall, cofundador da QR Capital e responsável pelo lançamento do QBTC11, publicou um modelo que estima o impacto da entrada dos bancos no mercado de Bitcoin. A conta parte da hipótese de que, se essas instituições forem autorizadas a comprar o ativo, o fluxo novo pode elevar o preço em múltiplos do valor investido.

O que aconteceu: o modelo, chamado MBFM (Mayall Bank Flow Multiplier), usa três pontos de partida: os bancos globais têm cerca de US$ 190 trilhões em ativos (aprox. R$ 1,1 quadrilhão), o valor total do Bitcoin está em cerca de US$ 1,27 trilhão (aprox. R$ 7,4 tri) e, segundo Mayall, duas barreiras regulatórias já estão em processo de mudança. No X, ele escreveu: “O maior fluxo da história do Bitcoin depende de 3 destravamentos em sequência, e 2 já estão em andamento”.

O primeiro ponto é o CLARITY Act, que passou pela Câmara dos Estados Unidos e pelo comitê bancário do Senado, faltando votação em plenário. A proposta classifica o Bitcoin como commodity digital. O segundo é o padrão de Basileia, que desde janeiro de 2026 atribui ao Bitcoin um risk weight de 1.250%, exigindo que o banco reserve US$ 1 em capital para cada US$ 1 de exposição. Mayall resume essa regra assim: “Isso é basicamente uma proibição na prática”.

Em números: o modelo adota multiplicadores conservadores de 2x, 5x e 10x para medir como cada dólar novo pode ampliar o valor de mercado do Bitcoin. Com alocação de 0,5% dos ativos bancários globais, o preço do BTC iria para uma faixa entre US$ 158 mil (aprox. R$ 916 mil) e US$ 537 mil (aprox. R$ 3,1 mi). Com 1%, o cenário intermediário aponta US$ 537 mil (aprox. R$ 3,1 mi) e o superior supera US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,8 mi). Com 2%, o cálculo se aproxima de por unidade (aprox. ).