O Ministério Público de São Paulo (MPSP) mantém R$ 47 milhões em criptomoedas sob custódia após operações contra crimes cibernéticos realizadas desde 2024. O saldo foi confirmado pelo procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, na terça-feira (22), e divulgado no Diário Oficial do órgão na quarta-feira (30).

Segundo Costa, o acesso aos ativos é protegido por senhas armazenadas dentro da estrutura física e virtual do MPSP. A custódia, neste caso, significa o controle temporário das criptomoedas enquanto os processos judiciais seguem em andamento.

Os promotores receberam treinamento para analisar rastros financeiros, com apoio de um convênio firmado com a Chainalysis. A ferramenta permite acompanhar transações, converter diferentes criptomoedas e preservar a cadeia de custódia, conjunto de procedimentos usado para garantir que as provas não sejam contestadas no processo criminal.

Para o leitor no Brasil, o caso mostra como autoridades estaduais passaram a usar ferramentas de análise de blockchain para bloquear ativos suspeitos e investigar possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

As discussões ocorreram durante a trigésima segunda reunião do Conselho Superior do MPSP, que reuniu promotores presencialmente e de forma virtual. O órgão afirmou que o bloqueio rápido de saldos dificulta a movimentação de recursos de origem ilícita e enfraquece grupos envolvidos em crimes cibernéticos.