O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 64.150 (aprox. R$ 365,7 mil) no momento citado no relatório, com queda de 1,7% em 24 horas. Para a NYDIG, o recuo de 54,3% em relação ao topo histórico ainda não seria suficiente para caracterizar uma retração completa do ciclo, o que abre espaço para novas perdas até a faixa de US$ 38 mil a US$ 39 mil (aprox. R$ 216,6 mil a R$ 222,3 mil).
O que aconteceu: a empresa afirma que vários vetores estão pressionando o mercado ao mesmo tempo. Entre eles, a pausa nas compras de Bitcoin pela Strategy, a falta de demanda no mercado spot (mercado à vista, de compra e venda imediata), as fortes saídas dos ETFs e a dificuldade de aprovação do Clarity Act nos EUA.
A NYDIG também diz que a mudança de postura da Strategy teve peso relevante. Segundo o relatório, depois de duas vendas recentes, as chamadas DATs — empresas de tesouraria de criptomoedas — deixaram de atuar como fonte estável de demanda e passaram a contribuir para a pressão vendedora. O texto ainda menciona o avanço da computação quântica como um tema de risco limitado no curto prazo, mas com potencial de ganhar importância adiante.
Em números: o modelo de ciclo de quatro anos usado pelos analistas aponta para uma mínima entre US$ 38 mil e US$ 39 mil (aprox. R$ 216,6 mil a R$ 222,3 mil) no início de outubro, se o movimento atual repetir o padrão de 2018 e 2022. A leitura é de uma queda próxima de 70% e duração ao redor de 370 dias. No relatório, o mercado estaria no dia 268 desse processo, com possibilidade de estender a baixa até os dias 363 a 376.
Outro foco de atenção está nos ETFs e nas stablecoins. No segundo trimestre de , os ETFs registraram saídas de (aprox. ), enquanto o valor das stablecoins encolheu cerca de (aprox. ), sinalizando perda de liquidez no mercado à vista. A alerta que, se essa demanda continuar fraca, o elevado (volume de contratos em aberto) e o positivo (taxa paga entre traders em derivativos) aumentam o risco de uma nova rodada de queda puxada por liquidações.




