A Ondo Finance desistiu do plano de lançar uma blockchain de camada 1 voltada a instituições, anunciado em 2025, e passou a apostar em uma rede de execução off-chain. Na prática, a nova Ondo Network processa negociações fora das blockchains públicas e já está sendo usada pela Ondo Perps.

O que aconteceu: a empresa informou na segunda-feira que a nova rede executa seu software de negociação em ambientes protegidos chamados de enclaves, conhecidos no setor como Ambientes de Execução Confiáveis (uma estrutura isolada para rodar sistemas com proteção extra). Em vez de depender diretamente de uma blockchain pública para cada operação, a execução ocorre nesse ambiente fechado.

Como funciona: nas blockchains tradicionais, redes distribuídas de computadores validam transações e mantêm um estado compartilhado. No modelo da Ondo Network, um grupo de operadores verifica se o software foi alterado, e cada participante guarda uma parte da chave digital necessária para autorizar transferências.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, o movimento mostra uma tentativa de atender operações mais próximas da lógica institucional, com execução fora da cadeia pública e foco em controle operacional.