A Receita Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagraram nesta terça-feira (22) a Operação Perfume de Mulher. A investigação mira um grupo suspeito de importar perfumes ilegalmente e de praticar descaminho, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco, por determinação da 3ª Vara Federal de Campo Grande. A decisão também autorizou a apreensão de bens ligados aos investigados até o limite de R$ 100 milhões, incluindo criptoativos, ativos digitais como criptomoedas.

Segundo a Receita Federal, mais de 20 apreensões relacionadas ao grupo ocorreram entre 2024 e 2026. Em outubro de 2025, uma ação reteve aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente. As autoridades também identificaram movimentações em criptomoedas usadas na compra de produtos de fornecedores no exterior.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, o caso mostra que criptoativos podem ser alcançados por decisões judiciais em investigações sobre crimes financeiros e aduaneiros.

O grupo teria trazido principalmente perfumes árabes pela fronteira de Ponta Porã (MS), levando as mercadorias para depósitos clandestinos em Campo Grande e outras localidades. As vendas ocorriam por redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico, com apoio de influenciadores. A operação também apura o uso de laranjas, empresas de fachada e notas fiscais falsas. Uma mulher apontada como coordenadora das atividades foi presa, e a investigação continua.