O órgão de controle do Federal Reserve descartou fundamentos para uma acusação criminal contra Jerome Powell na reforma de US$ 2,4 bilhões (aprox. R$ 13 bilhões) da sede do banco central americano. O relatório também não identificou má conduta administrativa.
A investigação havia sido defendida pelo presidente Donald Trump, que acusava o Fed de desperdício e questionava o depoimento de Powell ao Senado em 2025. O Departamento de Justiça abriu uma apuração em janeiro, mas um juiz anulou as intimações por falta de evidências, e os procuradores arquivaram o caso em abril.
O documento de 120 páginas, contudo, critica a gestão da obra. O orçamento aumentou de US$ 1,317 bilhão (aprox. R$ 7,1 bilhões) em 2020 para US$ 2,381 bilhões (aprox. R$ 12,9 bilhões) em dezembro de 2024, enquanto mudanças no projeto provocaram um atraso de 21 meses.
Em julho de 2026, mesmo com mais de US$ 2 bilhões (aprox. R$ 10,8 bilhões) em contratos assinados, a reforma ainda não tinha um valor máximo garantido. A conclusão, antes prevista para 2024, foi adiada para dezembro de 2027. A fiscalização também concluiu que itens como mármore, fontes e terraço ajardinado já estavam no plano original e não explicam o aumento posterior dos custos.




