O ouro e a prata tiveram a semana mais forte de 2026, enquanto o Bitcoin (BTC) acompanhou o movimento de longe. Até a tarde de sexta-feira em Londres, o ouro à vista acumulava alta de cerca de 6%; perto do fim do dia, era negociado a aproximadamente US$ 4.323 por onça (aprox. R$ 23.777) e a prata, a US$ 64 (aprox. R$ 352).

  • Metais em alta: o ouro chegou a subir cerca de 7% na semana, e a prata avançou aproximadamente 14%, quase o dobro do desempenho do ouro. A estimativa da conta Bull Theory considera todo o ouro e toda a prata já extraídos e serve apenas como ordem de grandeza.

  • Bitcoin: o ativo subiu 0,7% em 24 horas, alcançando uma capitalização de mercado estimada em US$ 1,31 trilhão (aprox. R$ 7,2 tri). O World Gold Council contabilizou 219.891 toneladas de ouro acima do solo ao fim de 2025. Com a cotação indicada, esse estoque valia cerca de US$ 30 trilhões (aprox. R$ 165 tri), o que ajuda a explicar a dimensão do ganho semanal do metal.

Para brasileiros, o movimento mostra que Bitcoin, ouro e prata podem reagir de formas diferentes às mudanças em juros, moedas e inflação; a cotação em reais também depende do câmbio.

A compra conjunta de ienes por Japão e Estados Unidos em 31 de julho valorizou a moeda japonesa em mais de 5% em duas sessões, de 163,99 para 155,23 ienes por dólar. A operação, a primeira intervenção conjunta desde 1998, pode afetar o carry trade, estratégia em que investidores tomam ienes emprestados a juros baixos e aplicam o dinheiro em ativos com retorno maior, como o Bitcoin. Em agosto de 2024, o desmonte dessas posições derrubou o TOPIX em 12% e o S&P 500 em 3% em um único dia. Os empréstimos bancários fora do Japão somavam ¥40 trilhões, cerca de US$ 250 bilhões (aprox. ), em março de 2024; as exposições cruzadas passavam de (aprox. ).