Paul Krugman voltou a elogiar o Pix e a usar o sistema brasileiro como contraponto ao Bitcoin. Em artigo publicado na segunda-feira (20), o economista afirmou que o desempenho do modelo criado pelo Banco Central em 2020 contrasta com a tentativa de El Salvador de transformar o BTC em moeda legal em 2021.
O que aconteceu: Krugman disse que o caso brasileiro é “especialmente incômodo” para defensores das criptomoedas porque, na visão dele, o Pix funcionou como ferramenta de pagamentos em larga escala, enquanto a aposta salvadorenha no Bitcoin não ganhou espaço no dia a dia. Segundo o economista, o governo de Nayib Bukele gastou somas elevadas para incentivar o uso da criptomoeda, mas a iniciativa fracassou como meio de pagamento.
Por que importa: no texto, Krugman argumenta que o governo Trump tenta punir o Brasil também por causa desses avanços no sistema monetário. Ele cita preocupações com os lucros de Visa e Mastercard e a possibilidade de outros países copiarem modelos semelhantes, reduzindo a dependência do dólar em parte das transações internacionais.
Para o leitor brasileiro, a discussão reforça como o Pix, operado pelo BCB, virou referência fora do país e entrou no debate global sobre pagamentos digitais e moedas emitidas por bancos centrais.
Krugman também afirma que os EUA erram ao barrar a criação de uma CBDC (moeda digital emitida por banco central) pelo Fed. Na avaliação dele, um dólar digital poderia competir com stablecoins e outros criptoativos, que ele considera mais arriscados e menos práticos para pagamentos. Ao citar a Europa, o economista lembrou que o Banco Central Europeu trabalha com a meta de lançar um euro digital em 2029.




