O ex-ministro Paulo Guedes foi apontado como assessor da OnilX, empresa do Grupo Onil acusada publicamente de não devolver valores a investidores no Paraná e em outras partes do Brasil. Segundo informações divulgadas pelo jornal Metrópoles, Guedes teria atuado com palestras e consultorias e aparecia em peças de marketing da companhia.

A empresa prometia rendimentos de 2,8% ao mês antes de receber um stop order da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), medida que determina a interrupção de uma atividade ou oferta sob fiscalização da autarquia. Guedes não aparece no quadro societário do grupo. Procurado, não se manifestou; o fundador da OnilX, Fábio Lino, também não explicou os termos da contratação nem comentou os processos judiciais citados.

A OnilX soma 580 reclamações no Reclame Aqui, onde aparece como “Não Recomendada” e deixou de responder aos clientes. A empresa teria respondido pela última vez na plataforma em 19 de agosto de 2026. Desde então, investidores relatam saques retidos e falta de atendimento, enquanto a companhia acumula centenas de processos judiciais, incluindo ações coletivas.

Para clientes no Brasil, o caso envolve uma empresa que se apresentava como corretora de criptomoedas e que passou a ser alvo de alerta da CVM, além de reclamações sobre valores que não foram sacados.