Peter Brandt afirmou nesta quinta-feira (20) que comprou Bitcoin após a criptomoeda romper uma resistência importante em seu gráfico. O trader, que tem mais de 50 anos de experiência, vinha adotando uma postura mais cautelosa nas últimas semanas e chegou a falar em novas quedas antes de mudar de posição.
O que aconteceu: Brandt disse que havia motivos para esperar baixa no BTC, citando um padrão de OCO invertido (ombro-cabeça-ombro, uma formação gráfica usada para tentar identificar reversão de tendência) com chance de falhar e ser resolvido para baixo. Segundo ele, o rompimento desse fundo mudou o cenário. “Comprei no rompimento, para o bem ou para o mal”, escreveu.
Em números: No momento citado, o Bitcoin era negociado na faixa de US$ 71.600 (aprox. R$ 415 mil), com alta de 9,5% em 24 horas. Em outro gráfico compartilhado por Brandt, o rompimento do padrão poderia levar o ativo a US$ 76.000 (aprox. R$ 441 mil) neste primeiro movimento, enquanto o cenário alternativo apontava queda para US$ 53.000 (aprox. R$ 307 mil).
A alta começou na quarta-feira (19), em meio ao enfraquecimento do dólar frente a outras moedas, e foi acompanhada por uma cascata de liquidações de shorts (posições vendidas, quando o trader aposta na queda do preço). Brandt também respondeu a um seguidor que questionou a vantagem de operar com uma probabilidade de 60% contra 40%, dizendo que esse tipo de relação faz mais sentido quando analisada ao longo de várias operações, e não em uma aposta isolada.
Para o leitor brasileiro, movimentos desse tipo no BTC costumam se refletir rapidamente em corretoras locais e pares cotados em real, com impacto direto no preço visto por quem acompanha o mercado no Brasil.


