Peter Brandt, trader com mais de 50 anos de experiência, disse que o Bitcoin ainda pode cair abaixo de US$ 50 mil (aprox. R$ 290 mil) antes de retomar uma trajetória de alta. Para ele, o mercado ainda não mostrou o tipo de pânico e volume de negociação que costuma marcar um fundo.

O que aconteceu: Em entrevista publicada no sábado (18), Brandt afirmou que a região de US$ 60 mil (aprox. R$ 348 mil) pode até ter sido o piso, mas considera mais provável que o fundo só apareça em outubro. Na avaliação dele, o preço pode subir antes, voltar a cair depois e ainda assim testar novamente a faixa de US$ 50 mil (aprox. R$ 290 mil) ou os US$ 40 mil altos.

Por que importa: O argumento de Brandt é que fundos de mercado costumam surgir em meio a capitulação, com investidores desistindo das posições e forte volume de negócios. Hoje, segundo ele, o sentimento está neutro. Ele também lembrou que grandes ciclos de baixa do Bitcoin já registraram quedas de 80%, embora veja o ativo mais maduro agora e espere uma correção menor desta vez.

Para o brasileiro, isso reforça o tamanho da volatilidade do BTC: movimentos bruscos em dólar também afetam o preço em real e podem ampliar o risco para quem entra no mercado sem horizonte de longo prazo.

Brandt mantém uma visão positiva para o longo prazo. Segundo ele, o Bitcoin pode superar US$ 250 mil (aprox. R$ 1,45 mi) e atingir um topo entre US$ 250 mil (aprox. R$ 1,45 mi) e US$ 300 mil (aprox. R$ 1,74 mi) em 2029, provavelmente no fim do verão daquele ano no hemisfério norte.

Na explicação do trader, os grandes picos de alta costumam ser alimentados por compradores movidos por FOMO (medo de ficar de fora), que entram no mercado depois da arrancada dos preços. Quando esses investidores são expulsos nas correções, disse ele, compradores mais experientes voltam a entrar. Brandt também comentou, na mesma conversa, temas como , computação quântica, , ações de IA e altcoins.