O barril de petróleo leve bruto superou US$ 93 (aprox. R$ 511) nesta quinta-feira, 23, no maior nível em 42 dias. No mesmo movimento, o Bitcoin (BTC) voltou a ser negociado abaixo de US$ 65.000 (aprox. R$ 357 mil), com o mercado reagindo ao avanço do conflito no Oriente Médio e à pressão renovada sobre inflação e juros nos EUA.

O que aconteceu: Após o fracasso de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, os dois países intensificaram os ataques. Segundo relatos citados pelo mercado, o Estreito de Ormuz foi bloqueado novamente pelo Irã, o que ajudou a empurrar o petróleo de US$ 87,7 (aprox. R$ 482) para mais de US$ 93 (aprox. R$ 511) em um único dia, na maior alta percentual diária de julho.

Por que importa: O economista Peter Schiff afirmou que a disparada do petróleo pode pesar no próximo relatório de inflação dos EUA. Segundo ele, depois de uma queda de 30% no petróleo que ajudou o CPI de junho, o barril já subiu 30% em julho e, se chegar a US$ 100 (aprox. R$ 550) até o fim do mês, a alta acumulada seria de 43%. Na leitura anterior, a inflação dos EUA havia caído 0,4%.

Além do petróleo, o mercado também acompanha os títulos do Tesouro americano. Os papéis de 2 anos rendiam 4,36% no momento citado, no maior nível desde fevereiro de 2025, enquanto os títulos de 30 anos chegaram a 5,18%, máxima desde abril de 2006. Na Polymarket, a chance de o Fed manter os juros na reunião da próxima quarta-feira, 29, caiu de 96% para 73%.

Para o brasileiro, esse tipo de pressão externa costuma respingar em ativos de risco, no câmbio e no humor das criptomoedas negociadas em reais.