A Petrobras e a Cardano Foundation desenvolveram duas aplicações de rastreabilidade para combustíveis sustentáveis com apoio do laboratório Ledger Labs, da PUC-Rio. Os projetos usam a blockchain da Cardano para registrar créditos ambientais e acompanhar o combustível ao longo da cadeia.
Uma das aplicações é voltada ao combustível sustentável de aviação e adota o modelo Book-and-Claim, que separa o benefício ambiental do combustível físico. Com isso, companhias aéreas, empresas e passageiros podem receber créditos mesmo que o combustível tenha sido produzido em outro local. O sistema registra a origem do benefício, o destinatário e se o crédito já foi utilizado.
Passageiros também poderão calcular sua parcela de combustível sustentável e receber um certificado que vincula o voo ao crédito ambiental correspondente. A segunda aplicação acompanha o Diesel R, combustível renovável da Petrobras, com pontos de controle digitais na produção, no transporte e no uso. O objetivo é melhorar o registro das emissões indiretas conhecidas como escopo 3.
Para o leitor no Brasil, o projeto mostra um uso institucional da blockchain ligado à rastreabilidade de combustíveis e à prestação de contas ambientais, sem relação direta com a compra de ADA.
Rafael Fraga, líder de desenvolvimento de negócios para a América Latina na Cardano Foundation, afirmou que a transição energética dependerá tanto da confiança quanto de novos combustíveis. O mercado brasileiro de petróleo e gás pode alcançar US$ 28,82 bilhões (aprox. R$ 167,2 bi) até 2031.
A ADA era negociada em torno de US$ 0,2535 (aprox. R$ 1,47), com alta de 0,4% em 24 horas, enquanto acumulava queda de 2,4% na semana. O token seguia 91,7% abaixo da máxima histórica de US$ 3,09 (aprox. R$ 17,92), registrada em 2021. A volatilidade de criptoativos continua sendo um risco, e o uso institucional da tecnologia não garante valorização do token.



