A Liqi Digital Assets e a XDC Network renovaram por dois anos a parceria para emitir ativos de crédito tokenizados e elevaram a meta conjunta de US$ 500 milhões (aprox. R$ 2,9 bilhões) para US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bilhões) até 2028. As empresas afirmam que a primeira meta já foi atingida, mas os US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,7 bilhões) restantes ainda são uma previsão de novas emissões.
A parceria começou em abril de 2025, com prazo de 24 meses. Segundo as companhias, o objetivo foi alcançado em cerca de 15 meses, nove meses antes do previsto. A Liqi diz ter tokenizado aproximadamente US$ 835 milhões (aprox. R$ 4,8 bilhões) em 386 séries e 60 pools de ativos, com 378 contratos inteligentes implantados na rede principal da XDC.
As operações incluem recebíveis comerciais, empréstimos consignados, debêntures, crédito corporativo e certificados de recebíveis brasileiros. Itaú BBA, Banco BV, Banco ABC Brasil e Creditas estão entre as instituições envolvidas nas emissões, de acordo com a Liqi. Tokenização é o processo de representar um ativo financeiro em um registro digital, permitindo sua emissão e liquidação por meio de uma blockchain (rede que registra transações de forma compartilhada).
Para o leitor no Brasil, o avanço depende tanto da demanda por crédito quanto de regras claras para custódia, negociação e liquidação desses ativos.
Em julho, a CVM criou um Grupo de Trabalho dedicado à tokenização, com representantes de 14 áreas. O grupo discute um regime experimental para valores mobiliários tokenizados e analisa o uso de tecnologia de registro distribuído, enquanto o BCB conduz iniciativas relacionadas ao Drex. A XDC continuará como blockchain exclusiva da Liqi, que pretende ampliar as emissões para crédito estruturado, financiamento ao comércio e recebíveis de empresas maiores.




