A Polícia Federal Argentina apreendeu sete equipamentos de mineração de Bitcoin em uma operação contra transações financeiras ilícitas em Rosário, na quarta-feira (7). A ação cumpriu 12 mandados de busca e terminou com a prisão de um homem de 32 anos.
A investigação começou em outubro de 2025, após denúncias de operações financeiras sem autorização bancária. Segundo as apurações, o grupo atuaria em uma estrutura clandestina ligada a gestão irregular no mercado de capitais.
Nas buscas, agentes recolheram 10 máquinas de contar cédulas, dois automóveis, sete cartões bancários em nomes diferentes, celulares, documentos físicos e 12 mil pesos argentinos em dinheiro. Também foram apreendidos discos rígidos, SSDs e três dispositivos portáteis de memória, que passarão por perícia para tentar rastrear registros contábeis e movimentações do esquema.
Mineração de Bitcoin é o uso de computadores especializados para validar transações da rede e receber recompensas em BTC. No caso investigado, as autoridades argentinas tratam os equipamentos como parte do conjunto de bens e registros que pode ajudar a mapear o fluxo financeiro do grupo.
O principal alvo se apresentou voluntariamente à divisão especial de investigações após contato com a promotoria por meio de seu advogado. A Justiça também ampliou as diligências para um novo imóvel ligado ao suspeito, empresas de segurança privada e a Unidade Penitenciária Número 12, onde foi revistada a cela de um familiar já condenado por crime financeiro semelhante.



