A Circle elevou suas projeções para 2026 após obter cerca de US$ 180 milhões (aprox. R$ 1,0 bilhão) com a pré-venda do token Arc. O resultado do segundo trimestre foi estável, mas a revisão indica receitas maiores fora do rendimento das reservas.
Em números: a receita total e os ganhos com reservas somaram US$ 701 milhões (aprox. R$ 4,1 bilhões), enquanto o EBITDA ajustado (resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 8% em um ano, para US$ 143 milhões (aprox. R$ 829 milhões). A previsão de outras receitas em 2026 passou de US$ 150–170 milhões (aprox. R$ 870–986 milhões) para US$ 310–330 milhões (aprox. R$ 1,8–1,9 bilhão). A margem RLDC, que mede a rentabilidade depois de custos ligados à distribuição, subiu de 38–40% para 41,7–43,7%.
O que muda com a Arc: a rede própria de primeira camada da Circle foi criada para liquidação financeira com stablecoins, tendo o USDC como ativo usado para pagar taxas de transação. A mainnet pública está prevista para 16 de setembro, com participação de validadores institucionais como BlackRock e DTCC. As receitas recorrentes de staking (bloqueio de ativos para ajudar a validar a rede), taxas e serviços dependerão do uso efetivo da blockchain.
Circulação do USDC: o rendimento das reservas ficou em 3,48% no segundo trimestre, acompanhando a queda do SOFR. O acordo da Circle com a Coinbase foi renovado nos mesmos termos, reduzindo a pressão sobre os custos de distribuição. Ainda assim, a circulação do USDC segue recuando porque sua utilização está concentrada em negociação, colateralização e DeFi (serviços financeiros em blockchain), atividades sensíveis à liquidez e ao apetite por risco.
Para o leitor brasileiro, uma eventual recuperação da atividade on-chain (movimentação registrada diretamente nas blockchains) tende a afetar o uso do USDC em negociação, empréstimos e liquidação digital, mas a pré-venda do Arc não representa receita recorrente nem garante adoção da rede.




