A Jurassic Finance quer tokenizar Deaton, um crânio de Triceratops prorsus, na Solana (SOL). O projeto descreve a operação como a do primeiro dinossauro tokenizado e abriu em julho uma captação com meta de 660 mil USDC (aprox. R$ 3,8 mi).

O que aconteceu: o modelo prevê que a Jurassic Finance Labs compre espécimes autenticados e coloque cada aquisição dentro de um SPV (veículo de propósito específico, uma empresa criada para isolar aquele ativo). Depois disso, cada SPV emitirá um token próprio no padrão SPL, da rede Solana. Segundo o projeto, os detentores desses tokens terão direitos econômicos e legais previstos no acordo operacional do veículo, com possibilidade de transferência.

Como funciona: autenticação, custódia e seguro do fóssil ficam fora da blockchain. Na rede, fica o registro de propriedade. A empresa afirma que, depois de adquirido e posicionado, o espécime pode gerar receita institucional contínua, enquanto museus bancam os custos operacionais em troca dos direitos de exibição.

Em números: da meta de 660 mil USDC (aprox. R$ 3,8 mi), 600 mil USDC (aprox. R$ 3,5 mi) iriam para uma conta de garantia do vendedor, e 60 mil USDC (aprox. R$ 348 mil) para o tesouro do token RAWR. O crânio tokenizado terá oferta de 1 milhão de unidades. Desse total, 95% poderão ser reivindicados pelos alocadores conforme sua participação, enquanto 5% ficarão com o tesouro do RAWR.

A publicação mais recente do projeto também mexeu com o mercado do RAWR, token lançado em meados de maio pela Jurassic Finance. Dados citados no texto mostram alta de mais de 89% em 24 horas.

Para o leitor brasileiro, o caso ajuda a entender até onde a tokenização pode chegar: não se trata só de títulos e ações, mas também de itens colecionáveis e artefatos. Isso não elimina os riscos de volatilidade extrema nem o caráter especulativo desses mercados.