As propostas da SEC para criptoativos podem aumentar o interesse por entradas nas fases iniciais de projetos, num movimento de FOMO (medo de ficar de fora). A avaliação, porém, é que isso não deve ser suficiente para provocar uma nova onda de ICOs (ofertas iniciais de tokens para captação).
O ponto central é que as novas regras podem facilitar a leitura do mercado sobre quando um criptoativo entra no campo regulatório. Ainda assim, alguns tokens podem continuar presos numa área indefinida, entre o que seria considerado um valor mobiliário e o que ficaria fora dessa classificação.
Na prática, essa zona cinzenta tende a limitar uma retomada ampla do modelo que marcou o ciclo das ICOs. Sem uma separação clara para todos os casos, parte dos emissores e investidores pode continuar operando sob incerteza regulatória.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, discussões desse tipo na SEC costumam influenciar o comportamento global das corretoras, dos emissores de tokens e do apetite por risco em cripto.




