Haseeb Qureshi, sócio-gerente da Dragonfly, classificou como “pessimismo criptográfico” o alerta de Justin Drake, pesquisador da Ethereum, sobre a necessidade de colocar ativos digitais em um “modo bunker”. A estratégia prevê transferir as moedas para novos endereços como proteção contra uma possível quebra de assinaturas criptográficas — códigos que comprovam a autorização de uma transação.

Para Qureshi, a migração teria alcance limitado. Os ativos permaneceriam protegidos apenas enquanto não fossem movimentados novamente e poderiam perder utilidade se outras moedas estivessem sendo invadidas e vendidas em massa.

Em uma publicação na rede X, o executivo defendeu que as blockchains adotem mecanismos preventivos. A proposta é criar um “Modo de Recuperação Criptográfica”: um plano de assinatura de reserva baseado em hash (uma sequência matemática usada para vincular dados) que seria associado ao endereço do usuário. Se as assinaturas fossem quebradas, os validadores — participantes que confirmam as transações da rede — poderiam forçar a recuperação dos ativos.

A proposta trata de um risco hipotético ligado ao avanço da inteligência artificial, não de uma quebra de assinaturas criptográficas já ocorrida. O debate coloca em foco como as redes poderiam reagir a uma ameaça sistêmica, em vez de depender apenas da transferência dos fundos para novos endereços.