O governo russo informou nesta sexta-feira (7) que fechou nove casas de câmbio de criptomoedas sem registro e prendeu mais de 20 pessoas em Moscow-City, centro empresarial de Moscou. Segundo o FSB, os locais eram usados por vítimas de fraudes online para comprar criptomoedas e transferi-las a responsáveis ucranianos.
O que aconteceu: De acordo com o serviço de segurança russo, entre os clientes havia cidadãos enganados pelos golpistas, incluindo aposentados. Após a compra, os criptoativos eram enviados para contas ligadas aos autores do esquema.
Quem foi preso: O FSB afirmou que os funcionários dessas casas de câmbio eram jovens contratados remotamente, sem conhecimento financeiro, em busca de ganhos rápidos. Se forem condenados, eles podem pegar até 10 anos de prisão. As autoridades também detiveram cúmplices das centrais de golpe que atuavam como mensageiros, com idades entre 18 e 25 anos, responsáveis por receber o dinheiro das vítimas e entregá-lo às casas de câmbio.
Contexto: A ação ocorre enquanto a Rússia amplia o uso de criptomoedas em meio às sanções impostas por aliados da Ucrânia, mas mantém pressão sobre operações não registradas. Recentemente, a União Europeia anunciou novas sanções contra a Rússia, inclusive contra operadores de criptomoedas, enquanto o Banco Central da Rússia apresentou uma proposta para regular esse mercado.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como operações de câmbio de cripto sem registro podem ser usadas em golpes e lavagem de dinheiro, tema que também entra no radar de reguladores e corretoras no Brasil.
As autoridades russas disseram ainda que procuram as vítimas para esclarecer como os golpes ocorreram e avaliar a possibilidade de ressarcimento. Em setembro de 2024, a Rússia também prendeu um cidadão acusado de traição por doar criptomoedas para a Ucrânia.




