O Bitcoin (BTC) subiu quase 47% desde a mínima de julho, mas o histórico analisado pela Binance Research indica risco de reversão. Em quatro de cinco casos parecidos, o preço voltou a testar o fundo do ciclo.

O sinal combina dois critérios: fechamento pelo menos 40% acima da mínima e cotação ainda 25% ou mais abaixo da máxima histórica. Entre 2011 e 2023, houve sete ocorrências. As duas recuperações que vieram após quedas de 75,5% e 67,1% foram sustentadas; nos cinco episódios de recuos entre 30% e 38%, quatro voltaram às mínimas em até 43 dias.

O sinal atual foi disparado em 3 de setembro, quando o Bitcoin estava 35,6% abaixo do topo. Em 1º de outubro, fechou a US$ 84.880 (aprox. R$ 458,4 mil), alta de 46,9% sobre a mínima de US$ 57.800 (aprox. R$ 312,1 mil). A Binance Research avalia que a recuperação representa uma segunda tentativa após o fundo de US$ 60 mil (aprox. R$ 324 mil) ter sido perdido em junho, o que deixa aberto o risco de novo teste.

Para quem acompanha o Bitcoin no Brasil, os níveis em dólar também oscilam com o câmbio: uma queda no BTC pode ser ampliada ou parcialmente compensada pela variação do real.

O BTC era negociado a US$ 85.431 (aprox. R$ 461,3 mil), queda de 0,95% em 24 horas. A alta só preserva esse critério se o preço superar US$ 126.200 (aprox. R$ 681,5 mil) antes de romper abaixo de US$ 57.800. A próxima barreira de venda está entre US$ 85 mil e US$ 85,5 mil (aprox. R$ 459 mil e R$ 461,7 mil), e a Glassnode considera que um rompimento com aumento de volume e novas entradas em ETFs (fundos negociados em bolsa) reforçaria a tendência.