Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou no Blockchain Rio 2026 que pretende adotar uma reserva em Bitcoin e transformar o Brasil em um país mais amigável às criptomoedas. No palco principal do evento, ele disse que o país pode se tornar “a maior nação amiga das criptomoedas” se mudar de rumo na regulação do setor.

O que aconteceu: Antes da fala sobre cripto, Santos comentou a repercussão sobre a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão, tornada pública na quinta-feira (13). Segundo ele, o cadastro teria sido feito por “algum troll da internet ou do próprio partido de Bolsonaro”, e sua equipe já enviou provas para investigação pelo TSE e pela PF, enquanto aguarda explicações de Flávio e de seus assessores.

Por que importa: No evento, Santos criticou regras que, na visão dele, têm afastado talentos e empresas do país. Ele disse que jovens brasileiros estão saindo do Brasil e defendeu um ambiente mais favorável para reter profissionais e atrair estrangeiros. Também atacou a IOF e a tributação sobre o setor, que classificou como medidas alinhadas ao lobby dos bancos.

Santos ainda afirmou que quer usar blockchain (tecnologia de registro digital que permite rastrear operações) para dar mais transparência às emendas parlamentares. Segundo ele, a ideia é criar um sistema com mais rastreabilidade e acesso público. O candidato também citou o potencial do Brasil em inteligência artificial e na geração de energia eólica e solar.

Para o leitor brasileiro, a declaração põe no debate eleitoral temas como tributação, regulação e o papel de órgãos como TSE e PF no ambiente político e institucional ligado ao mercado de cripto.

No discurso: Santos disse que o Bitcoin é uma “reserva histórica para um mundo em crise” e afirmou ver perda de força do dólar no futuro, com realinhamentos regionais e possíveis guerras. Também declarou que, se eleito, o Brasil será , com espaço para atrair empresas e fortalecer o ecossistema local.