O temor de uma onda de ataques devastadores com uso de inteligência artificial nas finanças descentralizadas (DeFi, serviços financeiros feitos em blockchain sem intermediários tradicionais) ainda não se confirmou, na avaliação de Haseeb Qureshi, sócio-gerente da Dragonfly. Segundo ele, os grandes protocolos ficaram mais resistentes, mesmo com o avanço da IA.
O que aconteceu: Qureshi afirmou que o total de incidentes chegou a um recorde, mas o valor médio perdido em ataques caiu para menos de US$ 500 mil (aprox. R$ 2,9 mi) em 2026. Em 2025, esse valor passava de US$ 2 milhões (aprox. R$ 11,6 mi) por ataque.
Leitura do mercado: para o executivo, criminosos que usam IA estão mirando principalmente “protocolos pequenos e softwares abandonados”. A avaliação sugere que a pressão maior tem ficado nas pontas mais frágeis do ecossistema, e não nos maiores projetos de DeFi.
Mesmo assim, houve exceções relevantes. Qureshi citou meses fora da curva, com grandes episódios como o ataque à Bybit em fevereiro de 2025 e as explorações do Drift Protocol e do KelpDAO em abril de 2026. Tirando esses casos, ele disse que 2026 tem registrado um volume mensal de dados roubados menor do que no ano anterior.
Para quem acompanha cripto no Brasil, o recado é direto: tamanho não elimina risco, mas protocolos maiores parecem hoje mais preparados do que projetos menores e sistemas sem manutenção.




