A S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram um novo índice de ativos digitais voltado a redes e protocolos blockchain. O diferencial está no critério principal: a receita do protocolo, e não só a capitalização de mercado ou o preço dos tokens.
O que mudou: o índice parte do Índice de Ativos Digitais Amplos de Criptomoedas da S&P, mas inclui apenas ativos que cumprem exigências mínimas de receita do protocolo, capitalização de mercado e liquidez. Depois, as redes elegíveis são classificadas pela receita agregada dos protocolos nos dois trimestres anteriores.
Como funciona: após essa triagem, os ativos são ponderados pela capitalização de mercado ajustada. A maior participação fica limitada a 35%, enquanto as demais geralmente têm teto de 20%. O rebalanceamento é feito de forma trimestral.
Por que importa: segundo as empresas, o índice foi desenhado para uso em alocação institucional e pode servir de base para produtos de investimento ou como referência para carteiras de ativos digitais com gestão ativa. A S&P afirma que a metodologia baseada em regras busca separar atividade blockchain mais consolidada de exposição puramente especulativa.
Para o leitor brasileiro, esse tipo de índice pode ganhar relevância se gestores locais e produtos regulados passarem a usar referências mais ligadas à atividade real das redes do que apenas ao preço dos tokens.




