Os saques de Ethereum (ETH) da BitMart saltaram para o maior patamar em um ano após a exchange reabrir retiradas nas últimas 24 horas. O movimento veio na sequência do anúncio de 26 de julho, quando a plataforma confirmou que encerrará totalmente suas negociações nos próximos meses.

O que aconteceu: a BitMart havia suspendido temporariamente os saques e, ao liberar novamente essa função, viu uma onda imediata de retiradas. Dados da CryptoQuant mostram que as transações de saída de ETH superaram todos os registros desde julho de 2025, sinal de que clientes estão transferindo fundos enquanto ainda conseguem fazer isso.

Cronograma: novos cadastros, depósitos e ordens de negociação foram suspensos em 26 de julho. Os serviços completos de negociação terminam em 26 de agosto. As retiradas seguem autorizadas até janeiro de 2027, mas a janela ficou limitada e acelerou a saída de usuários.

O fechamento da BitMart acontece após anos de perda de liquidez, que já haviam tirado a exchange do grupo das 10 maiores em volume negociado. O anúncio também pressionou o BitMart Token (BMX), que caiu depois da decisão. A saída da empresa veio apenas três dias após a BitMEX confirmar sua própria retirada do mercado, enquanto a Dango também encerrou as operações neste mês.

Mercado: apesar da turbulência na exchange, o Ethereum se manteve perto de US$ 1.881 (aprox. R$ 10,3 mil), segundo dados recentes do BeInCrypto. O volume geral de negociações variou pouco, o que sugere um efeito concentrado na base de usuários da BitMart, sem sinais de fuga ampla das exchanges centralizadas.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: quem mantém cripto em exchange depende dos prazos e regras da plataforma para sacar. Custódia é a guarda dos ativos, e esse tipo de episódio mostra o risco de deixar recursos parados em empresas com operação enfraquecida.