Michael Saylor voltou a criticar o BIP-110, proposta que tenta limitar transações não monetárias na rede Bitcoin. Ele disse concordar com o objetivo de evitar excesso de dados arbitrários, mas não com a forma escolhida para isso.

  • O que aconteceu: o executivo da Strategy, que controla a maior tesouraria corporativa de Bitcoin (BTC), publicou no domingo uma mensagem de cerca de 3.700 palavras no X.com.
  • Em números: ele listou 110 motivos para dizer que a bifurcação temporária (soft fork, atualização parcial da rede) seria uma má ideia.

A proposta, chamada Bitcoin Improvement Proposal-110, foi introduzida em dezembro de 2025. O objetivo é impedir que inscrições ordinais, parecidas com NFTs (tokens não fungíveis), e outros dados arbitrários sobrecarreguem a rede com spam e preservem o uso do BTC como sistema de dinheiro ponto a ponto.

Para o leitor brasileiro, o debate importa porque mexe com o uso da rede Bitcoin e com a percepção de custo, prioridade e utilidade do BTC em corretoras e carteiras que operam no Brasil.

Saylor defendeu “regras neutras, consenso rígido, mercados abertos e inovação sem permissão”.