A renovação do Senado ampliou a presença de parlamentares considerados favoráveis às criptomoedas, segundo o movimento Juntos por Cripto. Gustavo Gayer (GO), Zé Medeiros (MT) e Bia Kicis (DF), todos do Partido Liberal (PL), foram eleitos para a Casa e receberam nota A, classificação atribuída aos políticos “muito pró-cripto” pelo sistema da organização.
Marina Fagali, diretora do movimento, afirmou que a presença desse grupo pode ajudar na tramitação de propostas de interesse do setor. Entre elas está o PL 4932, que trata da segregação patrimonial, mecanismo que separa os ativos dos clientes do patrimônio da instituição, já aprovado na Câmara dos Deputados e parado no Senado há meses.
Para o leitor brasileiro, a composição do Senado pode influenciar a análise de projetos que afetam corretoras, investidores e empresas de criptomoedas no país.
Apesar do avanço entre os parlamentares classificados pelo movimento, Fagali disse que ainda há muitos congressistas sem posição definida sobre o tema. A entidade pretende ampliar o diálogo com os novos integrantes do Congresso em 2027.
Na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro e Lula ainda não incluíram propostas específicas para criptomoedas em seus planos de governo, segundo o levantamento. Fagali defendeu que a comunidade pressione os candidatos durante as três semanas anteriores ao segundo turno para obter compromissos com o setor no próximo mandato.



