Setembro foi o mês mais severo de 2026 para o setor de criptomoedas, com US$ 772,4 milhões (aprox. R$ 4,1 bilhões) em perdas e 101 incidentes, segundo dados da CertiK. O ataque à Bitget respondeu por US$ 387,5 milhões (aprox. R$ 2,1 bilhões), enquanto o caso da Liquid Network foi avaliado em US$ 320 milhões (aprox. R$ 1,7 bilhão).

Os prejuízos acumulados no ano chegaram a US$ 2,69 bilhões (aprox. R$ 14,3 bilhões), ainda faltando três meses para o fim de 2026. O valor se aproxima das perdas registradas em 2024, de US$ 3,11 bilhões (aprox. R$ 16,5 bilhões), e em 2025, de US$ 3,86 bilhões (aprox. R$ 20,5 bilhões). No caso da Liquid Network, o atacante devolveu 3.400 bitcoins, avaliados em US$ 265 milhões (aprox. R$ 1,4 bilhão), reduzindo a perda ajustada.

Sem considerar Bitget e Liquid Network, as dez maiores perdas de setembro ficaram entre US$ 3,5 milhões (aprox. R$ 18,6 milhões) e US$ 7,8 milhões (aprox. R$ 41,3 milhões). O ataque contra a NEAR Intents, registrado em 30 de setembro, esteve nessa faixa. No acumulado do ano, KelpDao, com US$ 291,3 milhões (aprox. R$ 1,5 bilhão), Dift Protocol, com US$ 285,3 milhões (aprox. R$ 1,5 bilhão), e os usuários das carteiras Coldcard, que perderam US$ 112,7 milhões (aprox. R$ 597 milhões), aparecem entre os principais casos.

A CertiK contabilizou 423 exploits — explorações de falhas em códigos ou sistemas — em 2026. O total já supera os registros de 2025, com 362 casos; 2024 teve 391 e 2023, 368. A empresa também apontou crescimento de 33,3% nos chamados ataques de chave-inglesa no primeiro semestre, expressão usada para casos de coerção física contra vítimas, com a Europa na liderança desse tipo de ocorrência.